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Amiga, você já abriu a loja online, viu um vestido escrito “renda guipir”, outro escrito “renda chantilly”, um terceiro dizendo “estilo renascença”, e ficou sem saber qual é qual? Os tipos de renda são muito diferentes, e o nome no anúncio muda tudo: se o vestido vai ficar transparente, se vai esquentar, se vai durar várias festas ou puxar fio na primeira.
Neste guia eu vou fundo nas rendas: como cada uma é feita, como reconhecer pelo toque e pela foto do site, transparência, caimento, calor, durabilidade e preço, além de como ler a composição e lavar cada uma do jeito certo. Se você quer o básico sobre modelos, cores e ocasiões, temos o guia completo do vestido de renda. No final tem uma seleção de vestidos de cada tipo de renda com bom preço nas lojas online.
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Primeiro, uma coisa que pouca gente explica: renda à mão e renda à máquina
Toda renda nasceu feita à mão, de dois jeitos: com agulha, costurando pontos sobre um desenho, como a renascença, ou com bilros, trançando fios presos em bastõezinhos de madeira, como a chantilly original e a renda de bilro brasileira. A partir do século dezenove, as máquinas passaram a imitar essas rendas, e hoje quase tudo o que está nas lojas online é renda à máquina. Isso não é defeito, é o que torna o vestido acessível. Só saiba que, quando um anúncio barato diz “renda renascença” ou “renda francesa”, ele está falando do estilo, e não da peça artesanal ou de luxo, que custa bem mais.
Tabela rápida: os tipos de renda lado a lado
| Renda | Como é | Transparência | Melhor para |
|---|---|---|---|
| Chantilly | Fina e macia, com flores delicadas sobre uma telinha de fundo e contorno em fio mais grosso | Alta (precisa de forro) | Mangas, sobreposições, vestidos românticos e fluidos |
| Guipir | Grossa e firme, sem tela de fundo, com os desenhos ligados por pontinhos | Média, só nos vazados | Tubinho, vestido curto estruturado, evasê com saia firme |
| Tule bordado | Bordado de flores sobre um tule liso, às vezes com brilho ou paetê | Alta no tule, baixa no bordado | Vestido de festa, longo, noiva, decote ilusão |
| Renascença | Fita chamada lacê formando os desenhos, com pontos de agulha preenchendo os espaços | Média a alta | Casamento na praia ou no campo, peças artesanais, Réveillon |
| Francesa (Calais/Leavers) | Fina, de altíssima definição, feita em teares antigos e lentos | Alta | Alta-costura, vestido de noiva, lingerie de luxo |
| Bilro | Feita à mão com bilros, desenhos geométricos e bicos nas bordas | Média | Golas, barrados, detalhes e peças artesanais |
| Elástica (stretch) | Renda à máquina com elastano, que estica e acompanha o corpo | Média a alta | Vestido justinho, body, manga ajustada, lingerie |
| Laise | Tecido de algodão com furinhos bordados (não é renda de verdade) | Baixa | Dia a dia, calor, praia, vestido casual |
Renda chantilly: a mais delicada
De onde ela vem
O nome vem da cidade de Chantilly, perto de Paris. No século dezessete, a duquesa de Longueville organizou ali a produção. Era uma renda de bilros, e as mais finas eram de seda preta, muito usadas no luto. A produção quase acabou com a Revolução Francesa, voltou no século dezenove, com centro em Bayeux, na Normandia, e em 1844 foi patenteada uma máquina que imitava a chantilly de seda. Hoje, “chantilly” descreve um estilo de renda, e não o lugar onde ela foi feita.
Como reconhecer
Na foto: dê zoom. Entre as flores existe uma telinha fina, de furinhos regulares, e os desenhos têm o contorno marcado por um fio mais grosso. As bordas costumam ser em ondas, com uma franjinha fina chamada de “cílio”. No toque: é leve, macia e molinha, quase um tule com desenho.
Transparência, caimento e calor
A chantilly é bem transparente e pede forro ou combinação. O caimento é fluido: ela não segura forma sozinha, por isso fica linda em mangas, saias sobrepostas e evasês, e não é a melhor escolha para um tubinho estruturado. Sozinha, é fresca; o calor vem do forro, e forro de viscose esquenta bem menos que o de poliéster.
Durabilidade e preço
É delicada e puxa fio com facilidade em bijuterias, zíperes e unhas. Nas lojas online, costuma estar entre as rendas mais em conta.

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Ver na SheinRenda guipir: a mais encorpada
De onde ela vem
O nome guipir, do francês guipure, provavelmente vem de guipé, um cordão grosso enrolado em seda. No Renascimento, era uma renda cara, de fios de ouro, prata ou seda. A marca dela atravessou os séculos: não tem tela de fundo, e os desenhos são ligados por pequenas pontes ou trancinhas. A guipir moderna é feita à máquina, em geral bordando os desenhos sobre um tecido de base que depois é dissolvido, sobrando só o bordado, que vira a renda.
Como reconhecer
Na foto: você enxerga a pele ou o forro pelos buracos entre as flores, sem nenhuma telinha no meio. Os desenhos têm relevo, e muitas vezes a barra acompanha o contorno das flores. No toque: é firme, mais pesada e resiste um pouquinho ao dobrar.
Transparência, caimento e calor
É opaca nos desenhos e aberta nos vazados, mostrando a pele em pontinhos; para trabalho ou cerimônia religiosa, prefira forro inteiro. O caimento é estruturado: perfeita em tubinho, vestido curto, saia evasê firme e manga bufante. Não estica, então siga a tabela de medidas à risca. É mais quente que a chantilly, principalmente em poliéster.
Durabilidade e preço
É das mais resistentes e aguenta bem várias lavagens; o cuidado é com as pontes finas, que podem enganchar. Costuma custar um pouco mais que a chantilly e a renda elástica.

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R$ 144,90Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinGuipir x chantilly: a diferença em uma frase
Se você só lembrar de uma coisa, lembre desta: a chantilly tem telinha de fundo e é molinha; a guipir não tem telinha e é firme. A chantilly é a renda do movimento, para mangas, sobreposições e vestidos fluidos; a guipir é a da estrutura, para modelos que mantêm o formato. A chantilly pede forro quase sempre e puxa fio mais fácil; a guipir aceita forro curto e é mais resistente. No calor, a chantilly com forro de viscose costuma ganhar.
Tule bordado: a renda das festas
Aqui os desenhos não formam uma renda solta: eles são bordados à máquina sobre um tule, aquele tecido de rede fininha e lisa. Às vezes vem com fio brilhante, miçangas ou paetês. Na foto, o fundo é uma rede lisa e uniforme, e as flores parecem “aplicadas” por cima. No toque, o tule é levemente áspero e o bordado tem relevo.
A transparência é estratégica: o tule mostra a pele e o bordado cobre, por isso ele reina nos decotes ilusão, nas costas transparentes e nas mangas de festa. O caimento é leve; com forro de poliéster, pode esquentar numa festa longa. Dura bem, mas o tule rasga se enganchar. O preço é médio e sobe com pedraria. Para convidada, um longo de tule bordado em cor fechada é das escolhas mais elegantes; veja mais no guia de vestido para casamento convidada.

Vestido Midi Tomara que Caia com Bordado Floral em Tule
R$ 230,00Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinRenda renascença: a nossa renda do Nordeste
De onde ela vem
A renascença é uma renda de agulha de origem europeia, ligada aos antigos pontos de Veneza, que chegou ao Brasil pelas ordens religiosas e ficou guardada nos conventos. A história mais contada é a de Poção, no Agreste de Pernambuco: nos anos 1930, Maria Pastora aprendeu a técnica com freiras francesas e ensinou a amiga Elza Medeiros, a Lala, e a renda virou fonte de sustento das mulheres nas épocas de seca. No fim dos anos 1950 ela chegou ao Cariri da Paraíba, e hoje os grandes centros incluem Monteiro, Camalaú e São João do Tigre, na Paraíba, e Pesqueira e Poção, em Pernambuco.
A renascença do Cariri Paraibano tem Indicação Geográfica do INPI desde 2013, e Poção conquistou a sua em 2026.
Como é feita e como reconhecer
A rendeira desenha o motivo num papel, alinhava por cima uma fitinha chamada lacê, que forma o esqueleto do desenho, e vai preenchendo os espaços com pontos de agulha. No final, corta os alinhavos e tira o papel. Na foto, você reconhece pela fita lisa contornando os desenhos e pelos pontos em forma de teia, estrela ou rodinha entre eles. No toque, a peça artesanal é firme, fosca e um pouco pesada, geralmente de algodão.
O que esperar na loja online
Quase todo vestido barato com “renascença” no título é estilo renascença: renda à máquina, parecida com a guipir, que imita o desenho. É bonito, só não é feito à mão; a artesanal é bem mais cara e dura a vida toda. A transparência vai de média a alta, o caimento é encorpado, ela é fresca por ser aberta e de algodão, e combina com casamento na praia ou no campo, batizado, ensaio de fotos e com o branco da virada. Temos um guia inteiro de vestido branco para o Réveillon.

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R$ 92,93Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinVocê sabia? A máquina de renda que atravessou o canal escondida
Em 1816, logo depois das guerras napoleônicas, três ingleses, James Clarke, Robert Webster e Richard Bonnington, desmontaram um tear de renda Leavers em Nottingham, na Inglaterra, e levaram as peças escondidas para Calais, na França, mesmo com o governo britânico proibindo a exportação dessas máquinas. O tear foi montado de novo numa casa do cais da cidade, e outras máquinas e rendeiros ingleses foram atrás. No começo dos anos 1840, já havia cerca de mil e quinhentos rendeiros ingleses na França, e Calais tinha passado Nottingham como o grande centro europeu da renda feita à máquina. É dessa história que nasceu a famosa renda de Calais.
Renda francesa, Calais e Leavers: a renda de luxo
O tear Leavers foi criado por volta de 1813 em Nottingham por John Levers, que melhorou uma máquina de tule inventada pouco antes por John Heathcoat. Com os cartões perfurados de Jacquard, ele passou a fazer rendas com desenho, tela e contorno, imitando as feitas à mão. São máquinas de ferro de mais de dez toneladas, que quase não mudaram em dois séculos e trabalham devagar, o que dá à renda uma definição e uma maciez difíceis de igualar.
Desde 2015, as rendas Leavers produzidas em Calais e na vizinha Caudry usam o selo Dentelle de Calais-Caudry, reservado a poucas fabricantes. É a renda da alta-costura, das noivas de grife e da lingerie de luxo. Na loja online, “renda francesa” num vestido barato quase sempre é só um nome bonito para uma chantilly à máquina comum; a Leavers verdadeira é cara e raramente aparece em preço popular.
Renda de bilro: feita à mão no litoral brasileiro
A renda de bilro é de origem portuguesa e chegou ao Brasil no século dezessete. A rendeira trabalha sobre uma almofada recheada de serragem ou algodão, com um molde preso por alfinetes, trançando os fios presos nos bilros. É tradição forte no litoral do Nordeste, onde muitas vezes completava o sustento da pesca, e na Ilha de Santa Catarina, com os colonos açorianos. A renda de Aquiraz, no Ceará, e a de Saubara, na Bahia, têm Indicação Geográfica, e em junho de 2026 o Ceará reconheceu o ofício das rendeiras de bilro como patrimônio cultural imaterial do estado.
Como reconhecer: desenhos geométricos, trancinhas, folhinhas em relevo e bordas com bicos, geralmente em linha de algodão. É firme, fosca e de transparência média. Por ser demorada, aparece mais em golas, barrados e acabamentos do que em vestidos inteiros, e custa mais que as rendas à máquina. Em loja online, “bilro” costuma ser só o estilo.
Renda elástica ou stretch: a que abraça o corpo
É uma renda à máquina, normalmente em poliamida ou poliéster, misturada com elastano. Ela estica nos dois sentidos e volta ao lugar, por isso veste como uma segunda pele. Na foto, aparece em vestidos justinhos, bodies e mangas bem ajustadas, e a descrição costuma dizer “elasticidade alta” ou “stretch”. No toque, ela cede quando você puxa e é macia.
A transparência vai de média a alta, então procure forro ou use um body. O caimento é colado: valoriza as curvas, mas marca a lingerie, por isso prefira peças sem costura. Sintética e justa, costuma ser quente. É confortável, perdoa pequenas diferenças de tamanho e está entre as mais baratas, mas secadora e ferro quente deixam o elastano frouxo.

SHEIN Clasi Vestido Ajustado de Renda com Manga Longa
R$ 170,99Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinLaise: parece renda, mas não é
A laise, também chamada de bordado inglês, é um tecido de algodão, geralmente cambraia ou tricoline, com furinhos bordados formando flores e arabescos. Ela tem um tecido de verdade como base, coisa que a renda não tem. Na foto, é um tecido liso e fechado com furinhos bordados; no toque, é como uma blusa de algodão. É a mais fresca de todas, quase não fica transparente e é a mais fácil de lavar, mas amassa e pode encolher. Combina com dia a dia, calor e praia, sem o ar de festa da guipir ou do tule bordado.

Breezaya Vestido com Gola Peter Pan e Bordado Inglês
R$ 132,88Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinQual renda combina com cada modelo e ocasião
- Tubinho e vestido curto estruturado: guipir, que segura a forma.
- Vestido justinho, tipo bodycon: renda elástica com forro.
- Evasê, midi fluido e saia sobreposta: chantilly.
- Longo de festa, decote ilusão e costas transparentes: tule bordado.
- Casamento na praia, no campo e Réveillon: renascença, estilo renascença, guipir de algodão ou laise.
- Trabalho: vestido com renda só em detalhes, ou guipir e chantilly com forro inteiro.
- Noiva: chantilly, tule bordado, renda Leavers ou renascença artesanal.
Renda transparente: como resolver
As palavras que te protegem na descrição são “forrado”, “com forro” e “forro interno”. Repare até onde vai o forro: muitos param na metade da coxa, deixando a barra de renda livre, o que fica curto em quem é alta. Sem forro, uma combinação ou um body na cor da sua pele resolvem. E um forro de cor diferente, como renda preta sobre forro nude, cria um efeito de transparência elegante sem mostrar nada.

SHEIN Lady Vestido de Renda Ajustado com Manga Curta
R$ 198,90Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinComo ler a composição na etiqueta e na descrição
No Brasil, a etiqueta da roupa precisa informar a composição. Nas lojas online, muitos anúncios trazem campos como composição, elasticidade, transparência e forro. Veja o que cada fibra quer dizer na prática:
- Poliéster: o mais comum nas rendas baratas. Resistente e não amassa, mas não respira e esquenta.
- Poliamida (náilon): mais macia e leve que o poliéster, comum na renda fina e na elástica.
- Algodão: fresco e confortável, típico da laise, da renascença e da renda de bilro. Amassa e pode encolher.
- Viscose: aparece mais no forro e é fresca, ótima para o verão.
- Elastano: é o que faz a renda esticar. Em vestido justinho, procure por ele.
- Seda: rara e cara, está nas rendas de luxo.
Um exemplo: “renda: 90% poliamida, 10% elastano; forro: 100% viscose” é macia, estica e tem forro fresco. Já “100% poliéster, sem forro, sem elasticidade” vai esquentar, não vai ceder e vai pedir algo por baixo.
Cuidados de lavagem para cada tipo de renda
As regras gerais estão no guia do vestido de renda. Aqui vão os cuidados específicos de cada uma:
- Chantilly: à mão, em água fria, só apertando de leve, com zíperes e colchetes fechados. Seque na horizontal, na sombra.
- Guipir: à mão ou em saquinho de lavagem no ciclo delicado. Não torça, porque as pontes entre as flores deformam. Passe pelo avesso, com ferro morno e um pano por cima, sem arrastar o ferro sobre o relevo.
- Tule bordado: à mão, sem esfregar o bordado. Se tiver paetê ou pedraria, prefira lavanderia especializada e nunca passe o ferro direto sobre o brilho.
- Renascença e bilro artesanais: água fria, sabão neutro e nada de alvejante com cloro. Seque na sombra, sobre uma toalha, ajeitando o formato com as mãos.
- Renda elástica: água fria, sem secadora e sem ferro quente, que estragam o elastano. Não seque pendurada pelos ombros.
- Laise: aceita máquina no ciclo delicado, pelo avesso. Passe o ferro com a peça ainda levemente úmida, pelo avesso, para os bordados ficarem em relevo.
E se você quiser renda só em detalhes?
Uma manga de chantilly, um decote de guipir, uma barra de bilro ou um recorte de tule bordado nas costas trazem o charme da renda sem o calor e a transparência de uma peça inteira. É a escolha mais fácil para o trabalho e para quem sente muito calor.

Amorya Vestido Preto com Recorte em Renda
R$ 108,54Preço consultado em 08/11/2026. Pode mudar na loja.
Ver na SheinSeleção de vestidos por tipo de renda
Ao longo do texto você viu modelos para comparar as rendas: um com mangas de renda fina, um de guipir, um de tule bordado, um de renda floral vazada com ar artesanal, um de renda justinho, um de laise, um vestido de renda com forro e um com renda só nos detalhes. Antes de comprar, confira se a renda é mesmo a do título, veja as fotos de clientes e leia a composição. Os preços mudam com frequência, então confira o valor na loja.
Perguntas frequentes sobre tipos de renda
Qual a diferença entre renda guipir e chantilly?
A chantilly tem uma telinha fina de fundo, é leve, macia e bem transparente. A guipir não tem tela de fundo: os desenhos são ligados por pontinhos, e ela é grossa, firme e segura o formato do vestido.
Qual o tipo de renda mais resistente?
Entre as rendas à máquina, a guipir. A chantilly e o tule são os mais delicados.
Qual renda é mais fresca para o calor?
A laise, por ser de algodão, é a mais fresca. Entre as rendas, a renascença de algodão e a chantilly com forro de viscose esquentam menos. A renda elástica sintética e a guipir de poliéster esquentam mais.
Como saber se a renda renascença é feita à mão?
A artesanal tem a fita lacê contornando os desenhos, pontos de agulha com pequenas irregularidades, é de algodão e é vendida por artesãs e associações, por um preço bem maior. Vestidos baratos são estilo renascença, feitos à máquina.
Laise é renda?
Não. A laise é um tecido de algodão com furinhos bordados. Ela lembra a renda, mas tem um tecido de base, enquanto a renda é formada só pelos fios e pelos desenhos.
O que é renda Leavers ou renda de Calais?
É uma renda de luxo feita em teares Leavers, máquinas antigas e lentas. As produzidas em Calais e Caudry, na França, usam o selo Dentelle de Calais-Caudry e aparecem na alta-costura e em vestidos de noiva.
Conclusão
Cada renda tem a sua personalidade: a chantilly é delicada, a guipir é firme, o tule bordado é a renda das festas, a renascença e a de bilro carregam o trabalho das rendeiras brasileiras, a de Calais é puro luxo, a elástica abraça o corpo e a laise é amiga do calor. Na próxima compra, dê zoom na foto, procure a palavra forro, leia a composição e confira se o nome da renda combina com o que você vê. Continue acompanhando o blog, e no nosso canal Vestidos de Renda no YouTube você vê cada tipo de renda em vídeo. Um beijo, amiga!

